11.6.15

Em seis meses de Medicina


O que mais me surpreendeu foi o aspeto e a textura dos nossos pulmões. Já os tinha visto em livros e naqueles programas de cirurgias que passam no TLC (o meu pai faz cara feia e muda de canal em segundos quando percebe o que está a ver) mas nunca os tinha visto a centímetros de mim e muito menos, os tinha sentido. Adorei esse dia. Foi um dia super atarefado e cheio de tudo. Sabem aqueles dias que parecem impossíveis de serem ultrapassados? Pronto, as quintas-feiras eram isso mesmo. 



Lembro-me bem do nervosinho que esse dia me trouxe e a disseção torácica que tínhamos marcada era o que menos me afligia. Estava mesmo ansiosa. Era a primeira vez que ia ver um corpo humano. Um cadáver. Mas um corpo. Os orgãos eram reais, com cores que a morte levou e a rigidez dos membros que trouxe. 

Podem tocar. E o meu alvo foi o pulmão direito. 
Sabem o que é aconchegar uma almofada? Um pulmão é exatamente isso: uma almofada coberta por pele de cobra. É estranho, não é? Mas foram as duas comparações que fiz de imediato. Acho que nunca me vou esquecer da sensação.

4 comentários:

  1. Só sabe e sente isso mesmo quem passa por tal coisa Inês :D

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  2. Eu nao tinha estofo para tocar num pulmão, mas acho super engraçado a comparação que fizeste :D

    The eyes of a Mermaid | Facebook Page | Youtube channel

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  3. Acho o órgão mais bonito e o mais importante... tenho um fascínio por eles

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  4. Já toquei num pulmão também e acho que fizeste uma boa comparação! É esponjoso como uma almofada x)

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