9.11.15

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O equilíbrio é tudo. Comer isto nesta proporção. Tentar acordar todos os dias à mesma hora. Deitar cedo. Dormir bem. Ter tempo para pensar. Ter tempo para parar. Ser amada. Amar. Isto é equilíbrio. Mas nem sempre ele é sinónimo de vida, não é verdade?




De facto, há dias impossíveis. Há semanas cheias de tudo e outras cheias de nada que pedem um pedacito de confusão à alma. E depois há pessoas nessas semanas. Pessoas boas. Pessoas chatas. Pessoas mais stressadas que tu. Comboios para apanhar. Tempo a esgotar. Apresentações a abarrotar. Dúvidas para tirar. Livros por ler. Amigos por falar. Sítios por ver. Isto é a vida, na maioria das vezes. É a minha também. 

Já perceberam que o mundo gira, e às vezes gira para vos ver cair. Ou então não. Na maioria das vezes, gira para ver como se levantam. 

Para mim, o segredo do equilíbrio está em criarmos ambientes estáveis. Dentro de nós. E, na maioria das vezes, para mim, significa mesmo encontrá-lo fora de onde estou. Já pensaram nisto? Que merecem dias para vocês, semanas calmas, pausas, mais sorrisos, mais coisas que vos façam perceber porque estão aqui, a pisar esta Terra que mais parece um tapete de passadeira rolante, prestes a fazer-vos desistir do quilómetro mais difícil. 

A minha arma secreta é a minha casa. E não aquela onde vivo, na maioria dos dias do meu ano. A minha alegria, estabilidade e a tão desejada (e nada constante) felicidade desperta em Famalicão. É aqui que grande parte de mim faz sentido. O cheiro do meu quarto, a vista que tenho sobre a cidade, sempre tão diferente e bonita. Os meus pais. O meu lugar no sofá. As minhas mantas. O meu chocolate preferido escondido bem lá no fundo da dispensa. Os quadros que reservam memórias dos momentos sem preocupações, espalhados por toda a casa. A minha banheira! O meu café delta. 

Isto é tão simples e, no entanto, faz-me tão bem. Não descuro da minha vida em Lisboa, penso muitas vezes no quão difícil se torna estudar tão longe, mas não penso sequer em desistir dela. Tenho uma paixão imensa por aquilo que faço e imenso respeito pelo sítio onde o faço e agradeço todos os dias por poder estar no curso em que estou e ter a vida que tenho. Mas também sei que preciso do meu refúgio, preciso da vida que já era minha sem a faculdade ter inundado esta Inês. É-me fácil saber onde pertenço e amar um lugar que me faz uma melhor pessoa, dia após dia.

Descubram o vosso ingrediente. Adicionem-lhe uma pitada de paciência e desfrutem do quão bonita pode ser a vida, às vezes.

3 comentários:

  1. O meu equilíbrio é o mar, tenho que ver o mar todas as semanas se não fica muito difícil para mim.

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  2. Bem, a minha vida é todo um desequilíbrio e, confesso, até gosto! Rotina dá-me comichão, no entanto há sempre dias em que procuro estabilidade e aí sim procuro o meu refúgio: a minha cidade, o meu mar, a minha praia. :)

    ps: estou a gostar muito do teu blog!

    um beijinho,
    Sara

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  3. Inês, é tão bom quando sabemos a quem pertencemos e ao que nos faz bem :D Adorei o que escreves-te, mais uma vez!

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