11.12.15

Quem Nunca Me Falta | D A Y 11




Não só no Natal, como em todas as fases da minha vida, os meus avós marcam presença. É claro que o meu irmão, os meus pais e os meus tios também são elementos importantes da minha vida e hão-de sê-lo para sempre. Mas hoje, hoje escolho estas duas maravilhosas pessoas, que me trazem quilos de felicidade assim que nos revemos, todos os Sábados, depois de uma semana longa.




Sinto-me abençoada pelo privilégio que é ter (ainda) os meus dois avós maternos comigo. Penso nisso tantas e tantas vezes. E depois não quero pensar mais. E depois arrasto-me para esse pensamento de novo. Mas não é preciso. É preciso é valorizá-los, é preciso é saber reconhecer que eles são dois seres humanos únicos, que me amam genuinamente. E eu percebo-o tão bem. É o brilho no olhar que me vê chegar da capital, é o meu almoço preferido que a bobó prepara e o chocolatinho que o bubu tem no armário escondido. Eles são muito especiais. Cada um à sua maneira (e que maneira!).

Não são perfeitos, eu sei que sim, mas para mim é-me tão difícil ler-lhes coisas más na alma. São dois doces, ternurentos e são ainda um casal caricato, que ri um com o outro num segundo e resmunga no a seguir. E depois está tudo bem de novo! É tão assim com eles. 

A minha avó tem um orgulho enorme (e faz questão que toda a gente o saiba) em mim. Elogia-me de A a Z. Adora ver-me com casacos longos. Chama-me a "Senhora Doutora". E o meu avô adora essa parte de mim mais discretamente, com elogios aqui e ali, umas perguntas acerca do que é que eu já sei fazer afinal e fica-se por ali. Já a minha avó mostra-me a gama toda de medicamentos que anda a tomar, dita-me o que anda a comer e conta-me a vida toda em cinco minutos. É um espetáculo de mulher. 

Estão sempre comigo. No metro. No comboio. No hospital. Estão comigo em pensamento e, às vezes, penso tanto tanto nos meus ricos avós que, por belas coincidências recebo uma chamada da D.Beatriz: Ai filha, só de te ouvir, já vou dormir melhor. Gabriel, anda aqui falar com a tua neta! O meu avô não é muito fã de chamadas, mas o esforço que faz - ao perguntar-me como correu o dia, quando chego a Famalicão, até quando fico em Famalicão - é de louvar. São os três minutos mais riquinhos do meu dia.



Nos meus Natais, eles são já parte da decoração e este ano não será exceção!

O bubu e a bobó chegaram, venham jantar meninos! E aí... aí será Natal. 

5 comentários:

  1. é uma sorte ter uma família assim!

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  2. <3 Que encanto. Eu perdi o meu avô em 2013 e os Natais desde então não são os mesmos. Mas partilho de muito, mesmo muito do que escreveste. Os avós são do que melhor temos e sabe bem os pequenos momentos que parecem nada e são tudo :)

    Parmim

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  3. Também penso mt nos meus avós e um dia e quando chega a hora de lhes ligar o meu avô só diz isto - A tua avó está a tratar da loiça e vejam lá se demoram mt que eu quero ver a novela sossegada xD quando eles partirem vai-me custar imenos :X

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  4. Tens mesmo muita sorte :)) e mais ainda porque nota-se que gostam TANTO de ti <3

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